Merda em terceira pessoa

Jandão era um cara doidão que morava em um apartamento igualmente doidão na periferia de Belo Horizonte e vivia entre bares e prostíbulos do centro. Certo dia, dando asas a uma viagem torta, bateu nele a fissura de comer o cu de uma puta bunduda. E tinha que ser no sofá da sala. Era isso ou nada. Ele tinha que comer o cu de uma puta bunduda no sofá da sala naquele dia.

Levando em consideração que Jandão estava sozinho no apartamento, ele só precisava de uns 100 contos para a puta e mais uma mixaria para a gasolina. Feito. Separou a vaselina e a camisinha na mesa de centro da sala, passou a mão na grana e rumou para a Afonso Pena ver o que tinha de interessante naquela quinta-feira à noite.

Existe um lado da avenida para as putas e outro para os travestis. Subindo na pista das meninas, logo no começo da captura, debruça uma baixinha na janela do carro e pergunta o que Jandão estava procurando. Apesar dela ser magrinha e sem bunda, ele respondeu:

– Hoje eu estou na fissura de comer um cu, mas quero uma bunda grande que encaixa. Sua amiga ali faz?

Do outro lado da calçada estava Lila, uma “cavala” com a bunda do tamanho do mundo, usando short jeans e top. Lila tem o que Jandão chama de “bunda de três tempos”. É um estilo de bunda feminina que balança em três tempos enquanto a mulher anda. O primeiro tempo da nádega direita é quando o pé direito pisa no chão. O segundo tempo é quando o pé direito sai do chão, impulsionando o corpo para o próximo passo. E o terceiro tempo é quando o mesmo pé direito está no ar e a nádega direita está firme sem a influência do andar da mulher. O mesmo para a nádega esquerda. Dependendo do ritmo do andar, do salto usado no sapato, e da consistência da bunda, o resultado pode ser uma bunda que se move em quiáltera terciária, a simetria perfeita da bunda. Pode deixar que depois o Jandão faz um gráfico para explicar melhor.

Com mulheres do estilo de Lila, a cavala, o segredo é o seguinte: colocar ela de quatro e socar tudo sem dó. Era muita mulher para ficar só brincando de entra-e-sai. Tem que socar forte, rápido e durante muito tempo. E Jandão queria uma daquelas.

Negociação concluída. Preço, serviço, local e tempo de programa definidos pelos envolvidos. Potranca rebocada para o abate. No caminho, ainda no carro, Jandão disse que era para começar a marcar o tempo com um esfera-felino para chegar em casa no grau e começar a sessão.

Já em casa, com tudo separadinho nos conformes, a rabuda já foi tirando o short surrado e deitando no sofá. Jandão disse para ela ficar e quatro, já separando a vaselina. Depois foi só encapar o bicho e mandar ver no grande rabo.

Depois de umas belas metidas no cu da puta, Jandão decide mudar de posição e tira o pau do furico por uns instantes. Foi o suficiente para vir um jato de merda saindo do cu da puta, infestando a barriga e uma parte da perna de Jandão, que não segurou a onda e vomitou nas costas da puta cagona. A puta cagona, agora cheia de merda e vômito, também não segurou a onda e vomitou no chão da sala. Depois disso, vomitando como loucos pela casa afora, Lila e Jandão foram até o banheiro tomar banho. De banho tomado, o casal foi embora e deixou a sujeira toda lá.

Lila perguntou:

– Jandão, você não vai limpar isso?

– Porra nenhuma. Amanhã chamo alguém para resolver essa porcaria que você fez. Vou dormir na rua. Tá afim de tomar uma cerveja?

Foram tomar uma cerveja rápida e Jandão dormiu na rua. No outro dia, conforme combinado, o barbudo escroto contratou alguém para limpar tudo. E depois de tudo limpo, percebeu que, na noite anterior, tinha separado, no lugar da vaselina, xilocaína, usada na última tatoo de uma amiga e deixada ali por engano. Isso explica por quê o cu da piranha bunduda ficou frouxo e lambrecou Jandão todo. A xilocaína anestesiou as pregas dela e ela não conseguia travar mais o cu. Elementar, meu caro Watson.

Baseado em uma história escrota que o Alexandre Frota contou para o João Gordo e jura que não aconteceu com ele. Foi com um “amigo”.
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Era uma vez…

Cristianismo: a crença em um zumbi cósmico judeu que era seu próprio pai pode te fazer viver para sempre se você simbolicamente comer sua carne e lhe dizer telepaticamente que você o aceita como seu mestre para que ele possa remover uma força maligna presente na humanidade porque uma mulher-costela foi convencida por uma cobra falante a comer o fruto de uma árvore mágica….

Recebido por email de algum ateu vagabundo

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Tudo tem limite

ela perguntou qual era o meu sonho
eu disse que não tinha sonhos
ela perguntou por quê eu não tinha sonhos
respondi que o mundo é insignificante e que a raça humana é limitada, logo, não faz sentido eu ter um sonho
já que eu não tenho um sonho, ela perguntou por quê eu ainda vivia
vivo pelos meus prazeres
daí ela perguntou quais são os meus prazeres
e eu disse que os meus prazeres estão nas pequenas coisas da vida
então ela perguntou se eu gostava de observar os pássaros, respirar o ar do campo, pisar na grama e outras babaquices escrotas desse tipo
nem fodendo
ela fez cara de paisagem como quem dizia “então fala logo o que você gosta de fazer”
aí eu disse que gosto de sexo com mulheres, bebidas alcoólicas, drogas ilícitas, jogatina (baralho e sinuca), rock´n´roll, gosto de café e cigarro, comidas gordurosas em grandes quantidades e acordar tarde
aí ela disse que a única coisa que eu gosto e que não destrói a saúde é o sexo
mandei-a tomar no cu mentalmente
depois ela disse que não sentiu tesão por mim e que não ia rolar sexo naquele dia
mandei-a tomar no cu verbalmente e fui embora porque não valia a pena falar de sonhos por uma trepada

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Aos 45 do segundo

Ela era feia, muito magra, tinha lábios finos e os dentes pretos de tanto fumar. Era como uma versão junkie da Bruxa Onilda com anorexia. E com as unhas sujas. Vestia uma saia que ia até o joelho, mostrando aqueles gravetos horrorosos no lugar das canelas, a blusa era meio hippie com umas pinturas à lá Roger Dean, e o cabelo naturalmente esgadanhado. Marquei de encontrar com ela na livraria para tomar um café, mas acabamos indo para o boteco encher a cara mesmo.

Era a primeira vez que eu encontrava Elaine. Antes do encontro, conversamos por chat muitas vezes, trocamos umas fotos, alguns telefonemas, mas nunca tivemos a oportunidade de nos encontrar. Talvez eu nem estivesse com vontade de marcar um encontro, nunca passou pela minha cabeça sair com alguém assim. Gosto de mulher com bocão, peitão, coxão e bundão. Elaine definitivamente não me interessava. O problema é que eu sou homem e, assim como a maioria dos homens, dificilmente recuso o convite de uma mulher.

Chegamos ao bar. Eu e a fubanga esfarrapada. Era um boteco metido a barzinho do centrão, cobrava um pouco mais caro do que os outros, mas bem aconchegante. Valia a diferença. Percebi que ia morrer em uma grana para tomar cerveja com mulher feia, mas nem tudo estava perdido. De vez em quando, pensar com a cabeça de cima pode ser mais confortante. Em situações como essa, a noite pode valer pelo bate-papo, o tira-gosto, a cerveja, a música, enfim, o descanso depois de um dia de trabalho. Eu poderia encarar tudo como um saudável happy hour a dois, mas não foi o caso.

Já começou a me dar nos nervos quando ela disse que prefere Skol. Beber Skol com mulher feia não tem nada de divertido. Tive que beber muito para ficar bêbado rápido, daí a Skol ficou boa e a Elaine deixou de ser feia. Como se não bastasse a feiura, os dentes podres e as pernas finas, a desgraçada bebedora de Skol fala igual pobre na chuva, e o pior, só fala merda. A única coisa esclarecedora que ela falou durante toda a noite foi “não repare nas minhas mãos sujas, sou artista plástica”. Ainda bem. Foi aí que descartei a hipótese dela ser usuária de crack, e se desfez o mistério da nhaca preta nos dedos da infeliz.

Pedimos a conta. Pensei: vamos ver se essa merda serve ao menos para pagar um boquete. Veio a conta. Ela disse que estava com pouco dinheiro e que precisava de algum para comprar a passagem de volta até a cidade dela. Paguei a conta sozinho. Pensei de novo: se essa mula não chupar direito, vou cobrar minha grana da conta depois. Saímos do bar e percebi que a noite poderia melhorar. Eu estava no centrão, bêbado, acompanhado de uma boceta igualmente bêbada e com grana para o motel.

Uma das vantagens de se sair com uma louca bêbada é que nem precisa de muita conversa na hora de ir pro motel. Já fui entrando com ela e pronto. No caminho do “Sanma” fiquei neurado com um lance que nem passou pela minha cabeça: e se ela for soropositiva? Jandão, você tá meio que fodido se não colocar a capa no bicho dessa vez. Entrei com a ossada fedida para o quarto e minha primeira providência foi pedir pra ela tomar um banho. Ela ficou de calcinha e entrou para o banheiro.

Não reparei como eram os peitos dela quando ela tirou a blusa, mas vi que tinha uma bundinha legal de dar umas metidas. Gostei. Deixei até escapar uma risadinha marota no canto da boca enquanto escutava o chuveiro, sentado na cama. Nem tudo estava perdido. Quando ela saiu do banho, só de toalha, apagou a luz, deitou em cima de mim e cochichou “como você gosta?” no meu ouvido. Tirei a toalha dela e vi que eram bons peitos. Foi uma noite com final satisfatório. Vitória de 1×0 aos 45 minutos do segundo tempo com gol de pênalti.

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A maçã

na minha cama ficou o cheiro dela
foda-se
da próxima vez que eu virar algumas noites
me drogando, bebendo, brigando, vomitando
e arrastar para casa
qualquer coisa rachada com gosto de urina
o cheiro dela sai
e fica o cheiro de outra
na minha cama

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Vizinho de escroto, escroto é

No aconchego do meu lar, na paz de domingo concedida gentilmente pelo nosso senhor, escuto “Evil has no bound” do Slayer em um volume considerado anormal pelos reles mundanos. Logicamente, todo e qualquer ser na vizinhança sabia que ali havia alguém escutando Slayer, inclusive o César pochete (filho do Ivo mala), um dos seres mais chatos do mundo. Até a Bibica, vizinha adepta do deixa-disso, já confessou que acha o ser em questão um mala, da maneira dela. Eufemizando, disse que “ele não é chato, só é ruim de piada”. Vindo da Bibica, é um puta insulto.

Pois bem, durante o vômito blasfemo do quarteto diabólico, eis que escuto alguns murros no portão, acompanhados de sons extra-Slayer do tipo “Ô Jandãouô”. Abaixei o som e perguntei o que ele queria, e o infeliz perguntou:

Qualé que é a desse cabeludão aí chamando meu pai toda hora?

O refrão da música é “Evil”, e ele disse que a música estava chamando o pai dele, Ivo. Entenderam? Evil = Ivo.

Bibica tem razão…

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Chefe escroto

Chefe chega na empresa dizendo que o quadro de funcionárias passaria por uma reciclagem. Vai até a mesa de cada uma sondando quem fica e quem sai da empresa.

Primeira funcionária

Chefe: Você chupa?
Funcionária: Não.
Chefe: Rua!

Outra funcionária

Chefe: Você chupa?
Funcionária: Não.
Chefe: Rua!

Outra funcionária

Chefe: Você chupa?
Funcionária: Chupo.
Chefe: Cospe ou engole?
Funcionária: Cuspo.
Chefe: Rua!

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